Doenças ginecológicas benignas, como endometriose, ovários policísticos e miomas uterinos, afetam milhões de mulheres no mundo todo e podem ter um grande impacto no bem-estar e na qualidade de vida, assim como na fertilidade feminina.
A endometriose afeta cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva. Nessas mulheres, o endométrio, que é o tecido presente na cavidade uterina, está localizado em outros pontos da pelve, como bexiga, ovários e intestinos, causando dor importante, desconforto nas relações sexuais, sangramento e infertilidade.
Segundo a OMS, a síndrome dos ovários policísticos afeta 8-13% das mulheres em idade reprodutiva e se caracteriza por desequilíbrio hormonal, ciclos menstruais irregulares e a presença de múltiplos pequenos cistos nos ovários. Este quadro pode levar à infertilidade e a alterações metabólicas que causam diabetes e doenças cardiovasculares.
Já os miomas uterinos, que são muito frequentes e atingem mais de 60% das mulheres, podem causar sangramento importante, dor e infertilidade.
Embora hoje se dê mais atenção a estas condições, durante muito tempo sinais e sintomas como dor no período menstrual e sangramento uterino aumentado foram negligenciados e pouco valorizados, fazendo com que muitas mulheres afetadas por algumas dessas condições continuassem padecendo de dor e infertilidade, sem perspectiva de tratamento.
Felizmente, nos últimos anos tem havido um maior interesse na valorização dos sintomas ginecológicos e na pesquisa de condições que afetam a saúde reprodutiva feminina, fazendo com que os diagnósticos e os tratamentos sejam mais rápidos e efetivos. Já avançamos bastante, mas ainda há um longo caminho a percorrer na pesquisa e no diagnóstico precoce dessas doenças que, embora benignas, causam um grande impacto físico e emocional nas mulheres.
Fonte: Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia (ESHRE)
