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Março Amarelo: Mês Mundial de Prevenção da Endometriose

A endometriose é a doença destaque do Março Amarelo, mês que visa à prevenção deste problema comumente associado aos casos de infertilidade. Por isso, vamos explicar o que é essa doença, como prevenir, seus sintomas e tratamentos.  O endométrio é a mucosa que reveste a parede interna do útero e, quando há endometriose, seu crescimento começa a ocorrer em outras regiões do corpo, ou seja, fora do útero. 

Quando a gestação não ocorre, o endométrio descama, ocasionando a menstruação. Em alguns casos, ele se desenvolve em outras regiões como ovário, trompas, vagina e até mesmo bexiga, causando um deslocamento chamado de endometriose. O diagnóstico costuma levar tempo, podendo ser confirmado somente após oito meses do aparecimento dos primeiros sintomas. Segundo dados do Ministério da Saúde, a endometriose afeta cerca de 7 milhões de brasileiras. A dor é um dos principais sintomas, intensificando-se no período menstrual e associada a cólicas progressivas. Além disso, pode se manifestar nas relações sexuais e na hora de urinar ou evacuar. Os sinais são encarados, muitas vezes, como normais. A suspeita é clínica e aparece conforme a paciente relata suas queixas. Exames de imagem como ultrassonografia e ressonância magnética auxiliam no diagnóstico. A laparoscopia é o principal exame na confirmação do diagnóstico.

A endometriose requer tratamento personalizado, de acordo com a gravidade da situação. Após a avaliação dos sintomas e identificação do local da doença, o tratamento pode ser cirúrgico e/ou clínico para aliviar os sintomas. Na cirurgia, a laparoscopia permite uma visão mais precisa da patologia. Quando a endometriose atinge outros órgãos como bexiga e intestino, outros profissionais são acionados, como urologistas. 

Há fatores que tornam a endometriose uma ameaça para mulheres que desejam preservar a fertilidade. Isso acontece devido à reação inflamatória e às alterações na anatomia da pelve que podem surgir. A endometriose também pode causar distúrbios na ovulação. Por isso, sempre entra na lista de investigação clínica quando um casal não consegue engravidar. Apesar de ser uma explicação comum para casos de infertilidade, nem sempre impossibilita a gravidez. É importante conferir os métodos de reprodução assistida, capazes de melhorar as chances de sucesso.