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6 perguntas e respostas para entender o congelamento de óvulos

O congelamento de óvulos tem se revelado muito eficiente para preservar a fertilidade. Essa técnica é comum em pacientes mulheres com câncer, que realizam tratamentos intensos como a radio e quimioterapia, capazes de afetar a reprodução no futuro. A opção ficou cada vez mais popular, principalmente para quem deseja adiar a maternidade. 

Nossa reserva ovariana diminui ao longo do tempo, sabia? Por isso, é uma alternativa interessante a todas as mulheres que desejam postergar o sonho de ser mãe. Nós explicamos 6 perguntas e respostas para esclarecer sobre esse assunto tão importante. 

 1. Existe uma ideia certa para congelar os óvulos?

A partir dos 35, a reserva ovariana começa a diminuir gradativamente, e os óvulos perdem qualidade. Essas mudanças se acentuam ainda mais quando se chega aos 40 anos, idade em que a mulher conta somente com 8% da sua função reprodutiva. Por isso, recomenda-se que o congelamento seja realizado antes desse período, pois há uma melhor qualidade dos óvulos, com maiores chances de sucesso na gestação e menor incidência de doenças genéticas. Porém, pode-se fazer a técnica após os 35, mas há possibilidade de que a mulher tenha de repetir o procedimento, com o objetivo de conseguir uma boa reserva de óvulos para fertilização no futuro.

2. O congelamento tem prazo de validade?

Os óvulos podem ficar congelados por tempo indeterminado, pois a utilização ocorre quando a mulher desejar.

3. Qual a idade limite?

Em 2013, o Conselho Federal de Medicina assinou uma resolução que limita a fertilização in vitro para mulheres com menos de 50 anos, pois pode haver maiores chances de problemas durante a gestação em idade avançada, como a malformação fetal e a possível perda do bebê. Já nos 40 anos, a gravidez é considerada de risco, mas se os óvulos foram coletados em idade jovem, é possível minimizá-los.

4. Congelamento de óvulos é diferente do congelamento de embriões?

O congelamento de óvulos é feito com o gameta feminino, em que os óvulos podem ser descongelados e fertilizados no momento em que a futura mãe quiser. Já o embrionário resulta da fertilização in vitro prévia do óvulo pelo espermatozoide. O embrião é produto da fecundação do gameta feminino pelo masculino e, quando o casal decide por esse processo junto, normalmente a decisão de descongelar é também conjunta. Só é diferente se a fecundação ocorre com espermatozoide de um doador anônimo. Aí, a escolha depende da mãe.

5. Qual o valor médio?

O valor do congelamento é elevado: a média está entre R$ 6 mil e R$ 10 mil. Há alguns hospitais que disponibilizam o tratamento pelo SUS, com programas de congelamento de óvulos gratuitos para pacientes com câncer. Entre em contato com o Disque Saúde, pelo número 136, e verifique os locais que oferecem o serviço.

6. A coleta de óvulos é feita com anestesia?

O procedimento inicia dez dias antes da coleta dos óvulos. A paciente deve usar medicamentos que estimulam o crescimento folicular ovariano e a maturação dos óvulos, etapa que dura cerca de dez dias. Quando se chega ao tamanho e ao número adequados de folículos, programa-se a coleta dos óvulos, realizada cirurgicamente e com o uso de anestesia, o que torna o processo indolor. Após a operação, é possível que se sintam cólicas.

 

Por: Dra. Isabel de Almeida e Dr. Eduardo Passos