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Gestação e abortamento

Abortamento é definido como a perda espontânea da gestação durante as primeiras 24 semanas de evolução. Para a maioria das mulheres, esta perda será um evento isolado, seguida por gestações bem sucedidas após. Entretanto, para um pequeno número de mulheres que está tentando gestar, em torno de 1%, haverá outras perdas, caracterizando o que chamamos de abortamento de repetição, o que necessitará de uma investigação adequada.

As causas de abortamento não são totalmente conhecidas. Sabe- se que cerca de 50% dos abortos precoces (aqueles que ocorrem até 12 semanas de gestação) estão associados a alterações cromossômicas no embrião. Porém, muitas outras causas podem estar relacionadas. A idade dos pais desempenha um papel importante e o risco de aborto aumenta com a idade. Além disso, outros fatores, como malformações uterinas, cigarro, álcool, peso da mulher muito acima ou muito abaixo do esperado, alterações hormonais e infecções também podem ser causas de abortamento. Sabe-se que infecções como citomegalovírus, sífilis, HIV, dengue, rubéola, entre outras, podem causar perdas gestacionais.

Além do suporte emocional adequado, fundamental para que o casal consiga superar a dor da perda e sentir-se fortalecido para buscar novamente a gestação, é importante o aconselhamento obstétrico para orientar as mulheres que tiveram abortamento sobre qual o melhor momento para a investigação e quais as melhores opções de tratamento.

Dra. Isabel de Almeida