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Qual a relação entre câncer de próstata e infertilidade masculina?

Um novo estudo conduzido por pesquisadores suecos, na Universidade de Lund, utilizou o banco de dados do país para investigar o que aconteceu com quase todos os homens que tiveram um filho com mais de 20 anos, de 1994 a dezembro de 2014. O artigo foi divulgado no British Medical Journal (BMJ). 

 

A descoberta? Aqueles cujos bebês nasceram após tratar a infertilidade eram mais propensos a ter câncer de próstata nos anos seguintes ou em uma idade jovem, com menos de 55 anos. Os dois tipos de tratamento para fertilidade que foram considerados no estudo incluem fertilização in vitro e ICSI. Os pesquisadores analisaram 1.181.490 nascimentos com pais registrados. Destes, a maioria (1.145.990) não resultou do tratamento: 20.618 seguiram a fertilização in vitro e 14.882 optaram pelo ICSI. 

 

  • 0,28% dos homens que não receberam tratamento de fertilidade foram diagnosticados posteriormente com câncer de próstata, com idade média de 57,1 anos;
  • 0,42% dos homens que tiveram ICSI foram posteriormente diagnosticados com câncer de próstata, com idade média de 55,1 anos;
  • 0,37% dos homens que realizaram fertilização in vitro foram diagnosticados mais tarde com câncer de próstata, com idade média de 55,9 anos.

Homens com ICSI obtiveram risco intensificado em 64% para o câncer de próstata, comparados a 33% de risco no caso dos homens submetidos à fertilização in vitro. A propensão também foi maior em ambas as situações em relação ao diagnóstico antes dos 55 anos, com aumento dos riscos permanecendo após a retirada dos homens que tinham câncer anterior ou que estavam em terapia de reposição de testosterona. 

Homens com câncer de próstata que tiveram ICSI eram mais propensos a receber terapia de privação de andrógenos, com 19,2% fazendo esse tratamento, comparados a 11,8% dos homens que tinham fertilização in vitro e 13% dos homens que não tinham tratamento de fertilidade.

A pesquisa revelou que o método de ICSI está ligado a um risco quase duplicado de câncer precoce, diagnosticado antes dos 55 anos. Para os autores, essa é uma população de risco e que deve realizar exames para a detecção precoce de um possível câncer de próstata. Não existe uma comprovação de que os tratamentos de fertilidade influenciam nos riscos, sendo mais provável que possa haver uma causa comum entre problemas de fertilidade e câncer de próstata. O estudo também é limitado ao não incluir dados sobre homens que fizeram tratamento, mas não se tornaram pais. Por isso, a dica segue a mesma: sempre faça todos os exames conforme recomendação médica, investindo na prevenção.