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Câncer pode comprometer a fertilidade?

O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima que, para o triênio 2020-2022, haverá cerca de 625 mil novos casos de câncer em nosso país. Os cânceres de mama e próstata aparecem com a projeção de 66 mil novos casos cada. As consequências de ambas as doenças se refletem também na fertilidade, tanto do homem como da mulher.

 

Isso porque o tratamento para esses tipos de câncer pode afetar no processo reprodutivo. A quimioterapia, por exemplo, destrói células do organismo que se dividem rapidamente. Os espermatozoides são um alvo fácil e, caso as células imaturas dos testículos sejam danificadas, é possível que o homem se torne infértil, pois não serão mais produzidos espermatozoides maduros. Os riscos de isso acontecer dependem de vários fatores, como a idade do paciente, a dosagem e o tipo de medicamentos administrados. Após a quimioterapia, há chances de a produção do esperma cessar completamente.

 

No caso das mulheres com câncer de mama, há tratamentos que podem impactar a fertilidade da mulher significativamente. A quimioterapia tem risco de atingir os ovários, por isso é fundamental buscar auxílio do médico para entender essa questão. Os tratamentos oncológicos devem buscar alternativas às mulheres que são diagnosticadas com a doença e desejam ser mães no futuro.

 

Nesse sentido, entram em cena os procedimentos capazes de preservar a fertilidade, como as técnicas de congelamento de óvulos, tecido ovariano e embriões. Na primeira opção, os ovários são estimulados a produzir mais óvulos durante o ciclo menstrual para serem posteriormente coletados, congelados e armazenados. A gravidez acontece quando esses óvulos são descongelados e fertilizados com espermatozoides através da Fertilização In Vitro (FIV). Os embriões podem, então, ser colocados no útero da mulher.

 

O congelamento de embriões, por sua vez, requer o mesmo procedimento de coleta dos óvulos, com a diferença de que os óvulos já serão fertilizados com espermatozoides, e os embriões congelados.Os embriões são descongelados e implantados no útero quando a mulher deseja engravidar. Para os homens, a preservação da fertilidade costuma ocorrer com o congelamento de amostras do sêmen, etapa mais simples do que no caso feminino. 

 

Os procedimentos de preservação da fertilidade não garantem com certeza absoluta que esses pacientes serão pais e mães no futuro,mas oferecem grande chance de gestação. Por isso, converse sempre com seu médico e analise todas as possibilidades.